Meio Ambiente






14/06/2016  14:42

Esgoto invade ruas de Nova Mangaratiba causando prejuízos à população


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A equipe de reportagem do Jornal Folha Real flagrou uma situação de verdadeira calamidade no Bairro Nova Mangaratiba: as Ruas Massaranduba, Jacarandá e Peroba estavam intransitáveis devido a alagamentos. Por todos os lados, uma água de cor escura e cheiro forte impedia os moradores de caminhar normalmente pelas vias, ameaçando invadir as calçadas e, conseqüentemente, as casas. O flagrante foi feito em um dia normal, sem chuvas fortes ou temporais que justificassem a inundação.


Os repórteres estiveram no local após receber denúncia do Vereador Alan Bombeiro de que o problema é constante na região devido ao assoreamento do Rio do Saco. A dragagem, necessária para solucionar o problema de imediato, estaria sendo adiada pelo Poder Executivo. O assoreamento é um processo de obstrução da vazão dos rios que acontece quando há o acúmulo de sedimentos de terra, areia, argila, entulho, lixo etc, o que acaba impedindo o rio de portar todo o seu volume hídrico. Durante o período chuvoso, esse “entupimento” pode fazer o rio transbordar ou, ainda, causar inundações devido ao retorno do esgoto, como ocorre em Nova Mangaratiba. 


De acordo com a aposentada Regina Sabino, 59 anos, a situação é antiga, gerando um clima de insegurança nos moradores do bairro. “Isso acontece toda semana, há mais de 20 anos, e nem precisa chover. Pode estar sol, mas basta a maré subir que o rio enche. Só que de uns tempos para cá o problema começou a ficar constante e a gente tem medo, não só de perder os móveis quando a água entra em casa, mas de pegar doenças com essa água suja”, conta Regina.


Por volta do meio-dia, o carpinteiro Norival de Oliveira, 60 anos, tentava andar pela Rua Massaranduba com a sua bicicleta e já portando botas para proteger os pés da água poluída. ”Eu saí cedo e trazendo a bota porque desconfiei que estaria desse jeito. A gente acaba se acostumando, mas é muito difícil, pois sempre perdemos tudo o que conseguimos comprar com muito esforço porque, do nada, a água entra nas casas destruindo as coisas”, lamenta o carpinteiro.


O eletricista José Renato Gomes, 30 anos, reforça a indignação de Norival ressaltando que os moradores já fizeram inúmeras reivindicações junto à Prefeitura de Mangaratiba, mas que nenhuma medida efetiva foi tomada até o momento para solucionar a questão. “Foi prometida várias vezes a execução da dragagem, mas não tem jeito, ninguém resolve. Cada morador tem feito obra nas suas casas para suspender o piso e evitar que a água entre porque já estamos cansados de perder tudo quando chove muito. E quando isso acontece, não recebemos qualquer ajuda também. Se perguntar aqui, não tem ninguém que não tenha perdido algo com isso em algum momento”, desabafa José Renato.


A assessoria de comunicação da Prefeitura de Mangaratiba  informou, por meio de nota, que a fim de minimizar o problema das enchentes nessas localidades, foi programada para os próximos dias a dragagem do Rio do Saco com uma balsa e máquina de sucção para restabelecer o calado natural e aumentar a vazão da água. A Prefeitura informou ainda que realiza, permanentemente, a dragagem com escavadeira para a liberação da foz do Rio do Saco. Ainda de acordo com a administração municipal, funcionários da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca deverão estar com os moradores que moram às margens do rio para apresentar o plano de atuação da balsa de sucção e tirar dúvidas”.


Lixo e mato também são problemas no bairro

Além dos alagamentos nas ruas mais próximas às margens do Rio do Saco, outros pontos de Nova Mangaratiba se mostram carentes de atenção do poder público. É o caso da Rua da Lapa, bem próxima das Ruínas do Saco, um dos principais pontos turísticos da região. Quem passa pela via tem a impressão de que o local está abandonado. Em um imenso terreno em frente às ruínas é possível encontrar muito mato, restos de móveis, além de caçambas portando todo o tipo de lixo.


Um pouco mais adiante, na Rua da Palha, a situação é parecida. Diversos terrenos abandonados e lixo espalhado pelo meio fio. Pedaços de materiais se construção como pias e vasos de cerâmica se misturam a colchões velhos, garrafas e muitas sacolas plásticas com dejetos domésticos.


Sobre o caso, a assessoria da prefeitura informou que realizou em 2015 uma campanha de conscientização à população sobre o descarte irregular de lixo, que é proibido e gera multa. O órgão ainda comentou que, apesar da prática ser ilegal, mesmo assim procura retirar os materiais depositados em forma de “bota-fora”. 





14/06/2016  14:53

Muriqui: lugar de sombra 
e água fresca na Costa Verde


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Uma das regiões mais populosas de Mangaratiba, Muriqui é o mais novo dos seis distritos. Com pouco mais de 80 anos de existência, foi criado, oficialmente, em 1º de dezembro de 1949. O nome se originou do macaco mono-carvoeiro, também chamado de Muriqui, uma espécie de primata que vive na Mata Atlântica da região, possui temperamento dócil, mas está seriamente ameaçado de extinção. 


Localizada a 120 km de distância da capital do estado do Rio de Janeiro, a parte central de Muriqui é bem preservada, contando com praças arborizadas, quiosques de artesanato e a tradicional Igreja de Nossa Senhora das Graças, uma mais antigas do local.


A região conta com cerca de 30 ilhas paradisíacas à disposição dos interessados em relaxar no balanço do mar. Existem diversas empresas que disponibilizam pacotes de passeios de saveiro, lancha ou escuna, capazes de proporcionar momentos inesquecíveis aos turistas. 


A Praia de Muriqui possui 1.1 km de extensão, é urbanizada e ideal para quem gosta de sombra e água fresca. Suas águas são tranquilas e limpas, adequadas para o banho de mar e para a prática de esportes náuticos. Pela orla, que costuma ser bastante agitada durante o verão, quiosques, bares e restaurantes reúnem turistas e nativos que aproveitam para conversar e se divertir com boa música e gastronomia diversificada. Uma dica: assistir o magnífico pôr-do-sol na orla de Muriqui pode ser uma experiência maravilhosa. 


Além das praias e ilhas, Muriqui possui dezenas de quedas d’águas deslumbrantes, como o Poção, a Cachoeirinha I e II, e a Véu de Noiva, umas das mais visitadas. Para chegar nesta, é preciso caminhar em média 20 minutos por uma trilha de 800 metros que leva até às partes baixa e superior da cascata, que tem 50 metros de queda. No alto existe uma piscina natural, ótima para se banhar e desfrutar do contato com a natureza. Continuando pela trilha, é possível encontrar quedas menores, mas também excelentes para aproveitar o dia. A Cachoeira Véu de Noiva é, ainda, um paraíso para os amantes de aventura que podem praticar rapel e outros esportes radicais.





16/05/2016 12h123

Em meio à crise, governo suspende

sistema de alerta de temporais no estado


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 O Governo do Estado do Rio de Janeiro cancelou a manutenção do sistema de alerta à população para a chegada de temporais em Mangaratiba e em outras 11 cidades do estado. A crise financeira teria sido determinante para a decisão, já que o mesmo suspendeu a licitação para a manutenção do serviço alegando ser responsabilidade dos municípios mantê-lo, e ainda acumulou uma dívida de R$ 4,7 milhões com a Tecal Engenharia - empresa que venceu a licitação para a instalação e administração do sistema.


 O contrato com a Tecal expirou em outubro de 2015 e no final de março deste ano foi cancelado o processo licitatório para a manutenção dos serviços. Com isso, além de Mangaratiba, ficam vulneráveis à chuvas torrenciais e à possíveis deslizamentos as cidades de Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados, Magé, Barra do Piraí, Areal, Barra Mansa e Cachoeiras de Macacu.


 O diretor da Tecal Engenharia, Marcelo Matta, conta que a empresa manteve o serviço por 6 meses após o término do contrato, arcando com todos os custos, mas precisou encerrar os serviços ao ter conhecimento de que o Estado não daria prosseguimento à concorrência. "Como estava prevista uma licitação para o final de 2015, continuamos o serviço porque era verão, um período crítico para chuvas, e nós estávamos lidando com vidas. Mas como agora em março o governo decidiu não realizar o processo, e a empresa não tinha mais como arcar com essas despesas, não tivemos como continuar", explica o diretor.


Situação preocupante


 A estrutura de alerta começou a ser implantada em 2011 nas regiões mais críticas do estado para evitar tragédias decorrentes de temporais, como o que em 2010 tirou a vida de 48 pessoas no Morro do Bumba, em Niterói, os deslizamentos que levaram à morte de 57 pessoas em Angra dos Reis no mesmo ano, ou, ainda, o intenso período de chuvas que deixou cerca de 1 mil mortos na região serrana do Rio em 2011. Por isso mesmo, o desligamento repentino do sistema pegou de surpresa o Subsecretário de Defesa Civil de Mangaratiba, Antonio Carlos Aniceto. "Nós recebemos um ofício sobre a suspensão do serviço um dia depois do cancelamento do contrato, com a alegação de dificuldades financeiras. Não tivemos tempo hábil para nos preparar para isso e estamos muito preocupados, pois vivemos em um município litorâneo, cercado por montanhas, o que facilita a entrada de frentes-frias. Sem as sirenes e os pluviômetros do sistema, podemos ser surpreendidos por temporais a qualquer momento", comenta o subsecretário.


 Aniceto ressalta que o Governo do Estado propôs um contrato de comodato no qual os municípios assumem a manutenção e a operação do sistema de alerta. Entretanto, o custo desse serviço no momento seria inviável para a Prefeitura de Mangaratiba, uma vez que as despesas de manutenção podem chegar a R$ 50 mil por mês. "Manter isso por conta própria precisa ser uma coisa muito bem pensada porque uma estação meteorológica completa não é barata, precisa de licitação, e não podemos fazer isso de uma hora para a outra. É preciso ter responsabilidade, pois não se pode burlar a lei", destaca.


 Na tentativa de minimizar os efeitos do desligamento do sistema de alerta, o Subsecretário de Defesa Civil tem estudado a possibilidade de instalar outra forma de alarme nos pontos mais críticos, além de implantar um sistema de aviso à população por SMS.

 Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec) confirmou o desligamento ressaltando que a manutenção e operação do sistema é de responsabilidade dos municípios, bem como a função de desenvolver ações para evitar novas tragédias. "A Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec), com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, viabilizou o custeio e a instalação do sistema de alerta e alarme por sirenes como parte do programa de prevenção aos riscos de desastres. No atual cenário, foi proposto aos municípios um comodato, no qual os próprios assumam a manutenção e operação do sistema, com base no que descreve a lei 12.608, de 10 de abril de 2012, que diz que cabe ao município manter a população informada  sobre  áreas de risco e ocorrências de eventos extremos, bem como sobre protocolos de prevenção e alerta e sobre as ações  emergenciais em circunstâncias de desastres. E, ainda, com base na Lei 10.257, de 10 de julho de 2001, em que a política urbana municipal tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante a ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar: a exposição da população a riscos de desastres."


Complicações


 A notícia do desligamento do sistema de alerta por parte do Estado não foi a única a preocupar governantes e cidadãos de áreas com maior risco de deslizamentos e outros desastres naturais. No último dia 15 de abril, a Força Aérea Brasileira (FAB) também desativou 5 radares meteorológicos utilizados para monitorar a situação climática em diversas regiões.


 O Radar do Pico do Couto, localizado em Petrópolis, era uma das ferramentas utilizadas pela Defesa Civil de Mangaratiba para se precaver quanto a possíveis temporais. Com a desativação, as ações de prevenção no município podem ficar ainda mais complicadas. "O radar nos passava imagens de movimentação pluviométrica da região, então a gente sabia o que poderia esperar e mobilizar o pessoal em caso de necessidade. Agora estamos conversando para ver que opções são viáveis para solucionar a situação", esclarece Antonio Carlos Aniceto.


 Em nota, a Força Aérea Brasileira confirmou o desligamento dos radares por motivo financeiro. "O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) possui 23 radares meteorológicos. Cinco deles, localizados em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, foram desligados no dia 15 de abril de 2016 devido a restrições orçamentárias. Exceto para manutenções de rotina, os radares nunca haviam sido desativados. Esses radares são ferramentas complementares para a captação de informações meteorológicas, que ficam disponíveis para consulta de qualquer cidadão, no site www.redemet.aer.mil.br. É importante ressaltar que eles não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. Além dos radares meteorológicos que continuam em operação, o SISCEAB conta com outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações meteorológicas de superfície.”





16/05/2016 12h17

A Princesinha da Costa Verde

encanta pela simplicidade


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 Conhecida como a "Princesinha da Costa Verde", Conceição de Jacareí está localizada no limite entre Mangaratiba e Angra dos Reis. A antiga aldeia de pescadores tornou-se ponto disputado por visitantes e nativos que, principalmente, na alta temporada, se divertem nos quiosques, bares e restaurantes à beira-mar.


 O 2º Distrito de Mangaratiba também é bastante movimentado devido à proximidade e facilidade de acesso à Ilha Grande, um dos destinos mais procurados pelos turistas, e de onde partem, diariamente, dezenas de barcos levando visitantes para passeios pelas ilhas paradisíacas da região.


 Uma caminhada pelo famoso Calçadão de Conceição de Jacareí também é uma boa pedida para quem gosta de desfrutar do contato com a natureza em um clima tranquilo e descontraído, ou simplesmente aproveitar uma conversa animada entre amigos. E aqui vai uma dica: se estiver passeando pelo calçadão, vale a pena seguir até o final dele e encontrar uma pequena cachoeira escondida em um espaço bonito e reservado, conhecido como canto dos namorados.





25/04/2016 10h54

Sujeira toma conta da Praia da Tapera em Ilha Guaíba


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Mangaratiba já se prepara para receber pela primeira vez um evento internacional de motociclistas. Nos dias 11, 12, 13 e 14 de agosto acontece o 1º Mangaratiba Bike Fest Internacional, promovido pela União dos Motociclistas de Mangaratiba. De acordo com a vice-presidente do Mangaratiba Moto Clube e produtora do evento, Adriana Dahan, pelo menos 11 motoclubes de todos os distritos estão unidos para realizar ações e eventos diversos com o objetivo de fomentar o turismo na região. "Queremos ajudar Mangaratiba a entrar no corredor cultural da Costa Verde. A ideia é promover uma nova percepção de que Mangaratiba pode ser melhor, vai ser melhor. Precisamos resgatar a memória da nossa cidade e mostrar as nossas riquezas, o nosso valor natural e cultural", explica.


A produtora destaca que no ano passado cerca de 40 mil pessoas passaram pelo evento regional, o Mangaratiba Bike Fest. Durante os três dias de festa pelo menos 370 barracas de camping foram montadas no CIEP, acomodando participantes de 6 estados brasileiros. Segundo Adriana, a ideia é superar o alcance em 2016. "No ano passado tivemos uma enorme participação, com motociclistas vindo, inclusive, de Recife. E o melhor é que, mesmo com tanta gente reunida, não tivemos uma ocorrência sequer durante todo o evento. Tudo correu em paz e todos puderam se divertir com segurança. Com certeza o próximo será ainda melhor", finaliza.


O 1º Mangaratiba Bike Fest Internacional vai contar com a participação de 17 bandas locais, além de trazer uma novidade: uma tenda na praia com um juiz de paz para celebrar cerimônias de casamento.